IVA: carga média pode ficar em 22%, mas o impacto não será igual

IVA: carga média pode ficar em 22%, mas o impacto não será igual

A Reforma Tributária substituirá parte relevante dos atuais tributos sobre o consumo por IBS, CBS e Imposto Seletivo.

A expectativa é que a carga média de arrecadação permaneça próxima do patamar atual, em torno de 22%. Mas isso não significa que o impacto será igual para todas as empresas.

A Reforma não representa apenas uma troca de siglas. O novo modelo altera a forma de apurar tributos, aproveitar créditos, formar preços, avaliar fornecedores e organizar a cadeia produtiva.

Atualmente, tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI arrecadam, em ordem de grandeza, cerca de R$ 1,5 trilhão sobre uma base de consumo estimada em aproximadamente R$ 7 trilhões.

Essa relação resulta em uma carga média próxima de 22%.

Com a Reforma, IBS, CBS e Imposto Seletivo passarão a ocupar esse espaço. A mudança, portanto, não estará necessariamente no tamanho médio da carga, mas na forma como ela será cobrada, creditada e distribuída ao longo das operações.

O impacto dependerá de cada empresa

Uma carga média nacional próxima da atual não representa um efeito uniforme.

O impacto dependerá do regime aplicável, da capacidade de aproveitar créditos, da composição dos fornecedores, da estrutura de custos, do perfil dos clientes e da formação de preços.

No novo sistema, os créditos tributários terão influência direta sobre o custo efetivo da operação.

Erros de cadastro, classificação, documentação fiscal ou apuração poderão comprometer o aproveitamento de créditos e afetar margem, fluxo de caixa, preços e competitividade.

Fornecedores e preços ganham importância

Os fornecedores também terão papel mais estratégico.

O menor preço de compra nem sempre representará o menor custo final. A conformidade fiscal e a capacidade de gerar créditos aproveitáveis poderão influenciar a eficiência tributária de toda a cadeia.

A formação de preços também precisará ser revista. Não bastará apenas substituir as alíquotas atuais pelas do IBS e da CBS.

Será necessário considerar créditos, regimes diferenciados, custos não recuperáveis, contratos e impactos sobre a margem.

Preço, crédito, fornecedor e fluxo de caixa passarão a fazer parte da mesma decisão.

A média não substitui a análise da operação

Na Vocare Tax, entendemos que a Reforma Tributária precisa ser analisada para além da carga média.

O ponto decisivo será compreender como o novo sistema afetará créditos, fornecedores, preços, margens e previsibilidade financeira dentro de cada empresa.

Quem olhar apenas para o percentual médio poderá perder de vista o impacto real da transição.

Já as empresas que revisarem cadastros, contratos, fornecedores, créditos e fluxo de caixa terão melhores condições de transformar informação tributária em decisão financeira.

Ativo tributário só se transforma em ativo financeiro quando existe método, lastro, rastreabilidade e governança.

A carga média pode continuar próxima de 22%.

Mas o impacto real será definido dentro da operação de cada empresa.

Conheça a gestão estratégica de ativos tributários da Vocare Tax.

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